Mirelle Pinheiro

RJ: bicheiro Rogério de Andrade vai a júri pela morte de Fernando Iggnacio
RJ: bicheiro Rogério de Andrade vai a júri pela morte de Fernando Iggnacio · Imagem: Reprodução/Web

Fernando, que também era bicheiro, foi executado em 10 de novembro de 2020 no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do RJ

RJ: bicheiro Rogério de Andrade vai a júri pela morte de Fernando Iggnacio
RJ: bicheiro Rogério de Andrade vai a júri pela morte de Fernando Iggnacio · Imagem: Source: www.metropoles.com

Letícia Guedes

09/09/2026 08:42

Reprodução/Web

O bicheiro Rogério de Andrade (foto em destaque) vai a júri popular acusado de ser o mandante do assassinato do também bicheiro Fernando de Miranda Iggnacio, executado a tiros de fuzil em novembro de 2020, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro (RJ).

Além de Rogério, também foi pronunciado Gilmar Eneas Lisboa. No caso dele, a denúncia aponta que ele teria monitorado a rotina da vítima antes do crime. A Justiça manteve a prisão preventiva de ambos.

A decisão, proferida pela 1ª Vara Criminal da Capital, foi solicitada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ).

A execução

De acordo com o Gaeco, o homicídio foi motivado pela disputa entre Rogério e Fernando pelo controle de pontos de exploração de jogos de azar. A investigação aponta que Rogério determinou a Márcio Araújo de Souza, integrante de sua organização criminosa e homem de sua confiança, que organizasse a execução.

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Fernando foi morto a tiros após desembarcar de um helicóptero no heliporto da HeliRio. Os criminosos aguardaram a vítima por cerca de quatro horas em um terreno ao lado do estacionamento antes de cometer o crime.

Anteriormente, em 2021, Rogério já havia sido denunciado pelo MPRJ pelo mesmo crime. Já em 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal por entender que a denúncia apresentava fragilidade probatória.

No entanto, a partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o Gaeco aprofundou as investigações, reuniu novas provas sobre a participação de Rogério e identificou Gilmar como mais um envolvido no homicídio.

A nova denúncia foi recebida pela Justiça em outubro de 2024 e mantida pelo STF, que, em junho de 2026, rejeitou uma reclamação da defesa de Rogério ao considerar demonstrada a existência de novos elementos de prova.

Na decisão de pronúncia, proferida em 18 de agosto deste ano, a Justiça rejeitou os questionamentos das defesas sobre a validade das provas digitais e concluiu haver indícios suficientes de autoria e participação para que Rogério e Gilmar sejam submetidos ao Tribunal do Júri. A defesa recorreu da decisão, mas a Justiça manteve.