Um trecho do Rio Prata, situado em Jardim, Mato Grosso do Sul, secou em apenas quatro dias devido à estiagem que impacta o sudoeste do estado.Registros de 27 de agosto e de 1º de setembro mostram a redução da água até o desaparecimento completo do leito, coberto por terra, pedras, galhos e peixes em condições insalubres.3 imagensFechar modal.1 de 3Trecho do Rio Prata secou instituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim,amigos do rio Prata, instituto Homem Pantaneiro Corumbá2 de 3Rio Pratainstituto Guarda Mirim Ambiental de Jardim,amigos do rio Prata, instituto Homem Pantaneiro Corumbá3 de 3Rio Prata seca em 4 diasDivulgação/Nisroque Soares JúniorAs fotos foram registradas por Nisroque Soares, coordenador do Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA), organização sem fins lucrativos em prol de ensinar a educação ambiental para crianças e adolescentes.Em 4 de setembro, a organização fez uma operação “emergencial” no Rio Prata para salvar a biodversidade aquática, que está em degradação no trecho do rio. Pelo menos 200 peixes foram resgatados e realocados para outros pontos do leito.“Com muita dedicação técnica e cuidado, nossa equipe conseguiu resgatar, aproximadamente, 200 indivíduos de pequeno porte que estavam ilhados em poças com baixíssima oxigenação. Entre (eles) espécies nativas salvas e devolvidas a trechos profundos e perenes habitam no rio”, detalhou.Entre as espécies de peixe que vivem no Rio Prata e dependem da água para sobreviver estão lambaris, piraputanga, cascudo, jacundá e traíra.Cenário se repete pelo terceiro anoSegundo o IGMA, pelo menos 4km do leito foram afetados pela seca. Leia também Entorno e GoiásEstiagem seca cachoeira em Pirenópolis, que fica sem uma gota d’água CiênciaSudeste pode sofrer secas extremas e crises hídricas nos próximos anos CiênciaBrasil está entre as regiões que podem se tornar mais secas até 2100 SaúdeCentro-Oeste lidera efeitos da seca e calor no país, aponta pesquisa Apesar de parecer um trecho pequeno, a seca extrema neste ponto do Rio Prata impacta a fauna aquática e a geologia do rio e traz um alerta para o ecoturismo: poluição das águas cristalinas e perda de peixes, principais atrativos dos passeios fluviais.A organização informou que a seca em trechos do Rio Prata se repete pelo terceiro ano consecutivo. Nos anos anteriores, períodos severos de seca atingiram cerca de 7 a 20 quilômetros em trechos monitorados do Rio Prata.












