Matheus Leitão

Dino reage à paralisia de Fachin e traz alívio para ministros da Corte
Dino reage à paralisia de Fachin e traz alívio para ministros da Corte · Imagem: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Ministro restabeleceu Andrei Rodrigues e Leandro Almada nos cargos e submeteu sua decisão ao plenário do Supremo

Dino reage à paralisia de Fachin e traz alívio para ministros da Corte
Dino reage à paralisia de Fachin e traz alívio para ministros da Corte · Imagem: Source: www.metropoles.com

Matheus Leitão

09/09/2026 10:46, atualizado 09/09/2026 10:56

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

Flávio Dino fez o movimento que Edson Fachin demorava a fazer. O ministro do STF reintegrou Andrei Rodrigues à direção-geral da Polícia Federal e Leandro Almada à diretoria de Inteligência da corporação.

A decisão foi tomada no inquérito sobre o financiamento do filme Dark Horse. Andrei informou ao Supremo que seu afastamento prejudicava a organização da equipe, retardava o acesso ao material obtido e impedia o cumprimento das diligências determinadas por Dino.

O ministro restabeleceu os dois delegados nos cargos até que todas as medidas sejam cumpridas. Na prática, produziu o efeito pedido pela Advocacia-Geral da União a Fachin, que havia concedido 72 horas para André Mendonça se manifestar antes de decidir.

Há uma diferença importante entre os dois movimentos. Dino enviou sua decisão ao plenário. Mendonça preferiu submeter o afastamento à Segunda Turma do STF, ocasião em que Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam os votos e formaram maioria com Mendonça, apesar do pedido de vista de Gilmar Mendes.

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A reação de Dino reduz um incômodo crescente no tribunal com a paralisia de Fachin, segundo apurou a coluna. Ministros e assessores ouvidos avaliam que o presidente do STF tem titubeado e demorado a reagir à crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes. O desgaste já atinge a imagem da Corte e leva o Supremo para o centro da disputa presidencial a apenas 25 dias do primeiro turno.

A coluna havia adiantado nessa terça-feira que uma ala do STF considerava que Mendonça esticou a lei para afastar a cúpula da Polícia Federal. A avaliação ficou ainda mais clara — e se confirmou — com a decisão de Flávio Dino.

Mendonça acolheu uma petição do Novo, partido de Romeu Zema, candidato à Presidência, apesar de o Código de Processo Penal atribuir à autoridade policial e ao Ministério Público a iniciativa para requerer medidas cautelares durante uma investigação.

Dino agora recoloca Andrei e Almada em seus cargos, impede a paralisação das diligências e entrega ao plenário a palavra final sobre o caso. Diante da demora de Fachin, foi uma maneira de devolver algum comando ao Supremo — e à Polícia Federal.