Em sua primeira visita ao Senegal desde a tomada de posse, o Dr. Maxime Houinato, diretor regional da ONU Mulheres para a África Ocidental e Central, expressou sua « satisfação » ao término de quatro dias passados na Casamance. Três dimensões principais marcaram sua estadia: a colaboração institucional entre o Estado central, as coletividades locais e a sociedade civil; o alcance programático das iniciativas que integram os aspectos sociais, econômicos e políticos; e, por fim, a necessidade de comunicar os avanços para que as conquistas locais possam inspirar outras regiões do Senegal e países vizinhos como a Gâmbia e a Guiné-Bissau. O diretor regional destacou a ação das mulheres rurais, especialmente viúvas que cultivam hectares de terras agrícolas e reinvestem seus rendimentos na educação, saúde e financiamento comunitário. Essas iniciativas encarnam, segundo ele, a visão da ONU Mulheres: acompanhar as ações do governo e fortalecer o envolvimento das mulheres na tomada de decisões. A visita concluiu-se no centro Kullimaaroo (Arco-íris), dedicado a pessoas vulneráveis. Sustentado pela ONU Mulheres através de apoio técnico, financeiro e material, esse centro ilustra a missão da organização: elevar as mulheres não apenas fisicamente, mas também intelectualmente, para que se tornem protagonistas da renascença social e econômica da Casamance. "Vimos jovens meninas que brilharam após fracassar lamentavelmente, não por sua culpa, mas devido às fraquezas da comunidade e da família", enfatizou ele.Originário do Benim, o Dr. Houinato insistiu no valor das tradições locais: "As conquistas que vemos aqui na Casamance não são apenas hardware, são também software." E esse software vem de nossas tradições, vem de nossa cultura." Para ele, cabe aos filhos e filhas da Casamance preservar os benefícios de suas práticas culturais enquanto corrigem suas falhas, a fim de construir uma sociedade inclusiva e resiliente.