O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) Ricardo Cappelli (PSB) declarou que durante sua gestão pretende dar poder para que as administrações regionais do DF tenham maior autonomia. A medida foi anunciada nesta quarta-feira (9/9) durante sabatina da Associação Brasiliense de Construtores (Asbraco).A ideia de Cappelli é desburocratizar e agilizar o andamento de obras públicas que necessitam de reparos mínimos.“No meu governo eu vou transformar as administrações regionais em prefeitura de fato. Vou colocar administrações profissionais com técnicos. As administrações vão ter orçamento e cuidar dos reparos básicos da cidade. Não é possível que você vá fazer um reparo básico em um parque da Samambaia e precisar da Novacap que tem que ser usada para obras grandes”, explicou o candidato.Para maior eficiência na administração pública, o candidato do PSB quer descentralizar o poder distrital e fazer uma gestão compartilhada com gestores da Educação e da Saúde.“Eu defendo descentralizar o poder, quero repartir com os pequenos, com as regionais de Educação, com os diretores de hospitais. Quanto mais descentralizado, mais ágil o serviço, a gente tem que pensar em quem está na ponta. Não dá para a diretora do hospital que quebrou uma torneira da pia, entrar em uma fila com uma empresa para comprar a torneira e não conseguir comprar”, destacou.Falando diante do setor de construção civil, o candidato do PSB afirmou que dá para fazer mais obras beneficiando o setor público e as empresas. “Dá para fazer muita obra com foco, com prazo, desde que as empresas também recebam. A melhor coisa é obra com preço justo e com prazo de entrega”.Saúde e transporteSegundo Cappelli, a Saúde do Distrito Federal é tratada como prioridade máxima no plano de governo do candidato, que afirmou que pretende construir mais policlínicas e hospitais. “Eu vou construir mais 10 policlínicas porque tem 1 milhão de pessoas aguardando nas filas de consulta e exames. Temos que ampliar as UBS, a saúde tem que ser prioridade máxima porque está morrendo gente todo dia. Temos que terminar a construção dos hospitais que não está saindo do papel”, apontou o candidato.Para o transporte, Cappelli afirma que é contra a ideia de Tarifa Zero sugerida por outros candidatos por acreditar que aumentaria o subsídio para as empresas de ônibus.“Com o dinheiro do subsídio dos ônibus, a gente fazia metrô para o Gama, Santa Maria, pegava o metrô da Ceilândia e levava até a beira da BR070, fazia metrô na Asa Norte e um consórcio junto com Águas Lindas”, disse Cappelli.Ele pretende ainda fazer um investimento forte para fazer com que os usuários do transporte público não demorem mais que 1h no caminho da casa para o trabalho. “Precisamos fazer um investimento forte no sistema de transporte do DF. Eu estou há 18 meses em campanha nas ruas conhecendo a realidade do DF e há 1 mês morando em uma cidade diferente do DF. Não há nada que justifique uma pessoa levar 2 a 3h da porta de casa para o trabalho”, destacou.EconomiaCappelli disse estar pessimista com o cenário da economia do Distrito Federal em função da situação do Banco de Brasília (BRB). ” O dinheiro que seria para as obras será retirado para pagar o empréstimo do rombo do BRB. O BRB está encaminhando para ser liquidado. Estamos num cenário macroeconômico bem difícil para o Distrito Federal.”, analisou.O candidato disse enxergar o Fundo Constitucional do DF sob ameaça e destacou que o valor destinado pelo governo federal não está sendo bem utilizado.“O que ameaça o Fundo Constitucional é a corrupção, a incompetência e a má gestão. O Governo Federal dá uma mesada de R$ 28 milhões por ano para o DF ter segurança, educação e saúde exemplares. Na segurança, a cada 52 minutos nós temos uma pessoa com celular roubado no Distrito Federal, a cada 15 dias tem uma mulher vítima de feminicídio. Na educação, temos o pior ensino médio do país, segundo o Ideb e a saúde segue com filas em hospitais e UPAs”, criticou.









